sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Vamos Cozinhar?


Vamos cozinhar?


   Com a vida corrida, hoje em dia,  e com as inúmeras atividades para se realizar, quem deixa algum tempo livre para cozinhar?

   A maioria das famílias por necessidade ou comodidade realiza as refeições fora de casa, deixando de produzir seu próprio alimento e, mesmo quando estão em casa, muitas vezes preferem comer alimentos já "prontos para consumo". Afinal, pensando que cozinhar demanda tempo e dedicação, muitos optam por alimentos pré-prontos, de fácil acesso nos supermercados e cada vez mais de custo mais baixo.

   No entanto, estudos científicos mostram que quando se prepara e come a própria refeição em casa, se constrói a representação do comer. O modo de consumo, a companhia com quem saboreamos cada refeição e o horário são pontos importantes, que fazem um bem emocional aos que participam da refeição. 

   Lembre-se: COZINHAR é um ato que vai além do se alimentar, além de simplesmente matar a fome, é um ato de carinho, que começa no momento da escolha dos ingredientes, na maneira de combiná-los para agradar os que irão se alimentar dele, atitudes que aumentam o prazer ao comer e a sensação de que ingerimos muito mais.

   Ao se alimentar com produtos pré-prontos, não se sabe exatamente o que está se consumindo, como os ingrediente utilizados, as quantidades contidas, os métodos de preparo, entre outros aspectos.

Como é possível cuidar da saúde sem saber exatamente o que se come? 

   Cozinhar em casa tem como controlar a garantia da higienização e a procedência dos alimentos, o que não acontece com as refeições já prontas. A preparação pode atuar como uma terapia, um autoconhecimento, um descobrimento de sabores, nem sempre se encontrará maneiras diferentes de se comer o mesmo alimento, porém irá se apaixonar por novos ingredientes e redescobrir inúmeros outros.

   Um prato bonito e uma combinação de cores, a arrumação da mesa e um ambiente aconchegante são fatores que estimulam a experimentação, dando aos alimentos significados únicos, criando memórias afetivas. Um exemplo são os almoços de domingo, preparados pela família, repletos de convívio familiar, onde receitas são passadas de geração em geração.

   Michael Pollan, autor americano estudioso da alimentação moderna disse, "O ato de cozinhar tem o poder de transformar mais do que plantas e animais: ele também nos transforma, de meros consumidores em produtores". Por isso, é tão importante reservar esse tempo para se encantar com a arte de cozinhar, preparar o seu sabor, criar o seu alimento, o servir com ternura, carinho e paixão.

Texto produzido na disciplina de educação nutricional do 3º semestre, 2017-1 do curso de Nutrição/Furb.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Restrição Alimentar: solução ou causa dos problemas






Restrição Alimentar: solução ou causa dos problemas? 


 A Restrição alimentar pode acontecer de três maneiras:
  1. Restrição quantitativa ou quando se diminui a quantidade de alimentos ingeridos, reduzindo a ingestão de caloria, para emagrecer. 
  2. Restrição qualitativa ou quando a pessoa ingere uma quantidade normal de alimentos, mas não come os alimentos de sua preferência, apenas os que julga serem "corretos" para sua dieta. 
  3. Restrição cognitiva (do pensamento) ou quando a pessoa ingere algum alimento que ela sinta vontade, mas que ela julga não ser saudável, o considerando muito calórico. Mas depois de ingeri-lo, sente muita culpa. 
   Às vezes, as restrições alimentares são resultado de alguma doença, como a intolerância à lactose, o diabetes, a hipertensão arterial ou a doença celíaca, por exemplo. Nesses casos, alguns alimentos ou grupos alimentares não podem ser ingeridos.

   Ao realizar uma dieta restritiva, o indivíduo deixa de consumir alguns alimentos que normalmente sente muita vontade de comer, o que pode trazer sensação de ansiedade e estresse. A restrição alimentar sem necessidade, pode levar a um quadro de compulsão alimentar, que gera um alívio ou uma sensação de prazer rápido, mas, depois, acaba trazendo culpa por ter ingerido tal/tais alimentos, dando origem a um comportamento de compensação, voltando a restrição alimentar. Esses comportamentos acabam criando um ciclo vicioso e permanente.

                ATENÇÃO!

   Compulsão alimentar é um distúrbio psicológico em que a pessoa sente a necessidade de comer, mesmo sem estar sentindo fome, e também não deixa de se alimentar mesmo estando satisfeita. Pessoas com essa doença ingerem grande quantidade de alimentos em pouco tempo, e durante as crises de compulsão, a pessoa sente a perda de controle. Deste modo, a comida acaba causando uma satisfação momentânea, tanto de emoções como sentimentos angustiantes, pois é uma forma rápida de compensação e alívio. A longo prazo esse comportamento pode ocasionar outros distúrbios alimentares, como, por exemplo, a bulimia ou a anorexia.

Texto produzido na disciplina de educação nutricional do 3º semestre, 2017-1 do curso de Nutrição/Furb.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Feira X Supermercado


Feira Vs Supermercado



   Na hora de ir às compras, é comum surgir algumas dúvidas, principalmente onde comprar frutas, legumes e verduras. Deve-se ir ao supermercado ou à feira? Em qual deste locais podemos encontrar produtos de excelente qualidade com ótimos preços?  

   É importante destacar que os dois locais (supermercados ou feiras) possuem suas vantagens e desvantagens. Por exemplo: o barulho das feiras pode incomodar algumas pessoas, coisa que não aconteceria dentro de um supermercado. Os mercados têm acesso facilitado, já que as feiras costumam acontecer apenas uma vez em cada semana. Se nos mercados temos dias com promoções de hortifruti com longas filas nos caixas, nas feiras temos a possibilidade de pechinchar descontos diretamente com o feirante. Porém, as feiras não tem a mesma higiene que os grandes supermercados. 

  
   Levando em conta apenas o custo dos alimentos, os supermercados aparentemente levam a vantagem, uma vez que oferecem os produtos mais em conta, pois compram os alimentos em maior quantidade, armazenando-os por mais tempo. Porém, o que costuma acontecer, os preços tendem a diminuir quando estão prestes a serem descartados. Já nas feiras, o preço pode ser negociado, dependendo da qualidade e da quantidade, além de os produtos apresentarem melhor aparência, já que os feirantes compram  alimentos frescos, renovando o estoque constantemente e sem a possibilidade de armazenamento. Uma grande vantagem levando em conta que frutas e vegetais frescos são mais ricos nutricionalmente. 

   Sempre é importante pesquisar e se informar sobre as particularidades e especialidades de cada feira ou supermercado. Conhecer as safras de cada produto, as épocas (mês/estação) quando os preços são mais baixos e verificar a disponibilidade de frutas e verduras orgânicas (melhores para a saúde e são mais facilmente encontradas em feiras do que em supermercados) também é necessário.



   Dessa forma, a opção mais econômica depende de muitos fatores, então deve-se estar bem atento! Mas quando o assunto é a qualidade da sua alimentação, as feiras levam a vantagem!


Texto produzido na disciplina de educação nutricional do 3º semestre, 2017-1 do curso de Nutrição/Furb.