QUEBRA-CABEÇA DA INSULINA
A insulina é um hormônio que ajuda o açúcar, chamado de glicose, a entrar na célula e produzir energia para todas as atividades que fazemos durante o dia.
Seu uso é INDISPENSÁVEL para as
pessoas que tem Diabetes Mellitus tipo I, isto é, que não produzem insulina
pelo próprio corpo.
Existem diferentes tipos de
Insulina e diferentes horários para usar cada uma delas. A Insulina de ação
rápida, por exemplo, é aquela insulina transparente que usamos antes das
grandes refeições. Já a Insulina NPH, de ação mais lenta, é aquela insulina
branca que lembra leite, e que costuma ser usada antes do café da manhã e da
janta. Outras insulinas de ação mais lenta podem ser aplicadas uma vez ao dia,
antes do café ou antes de dormir.
Na hora de aplicar, não tem como
escolher, o único jeito de usar insulina é com uma injeção na gordurinha
(tecido subcutâneo). Mas, onde vamos
aplicar, podemos escolher.
Braço, coxa, barriga e nádega são
os quatro lugares nos quais podemos aplicar a insulina, mas não devemos ir sempre
nos mesmos!
Temos que ir trocando entre esses lugares até encontrarmos aqueles que melhor se encaixam na nossa rotina, assim como em um quebra-cabeça.
O melhor é ir variando o lugar de aplicação, já que depois de várias vezes seguidas, a pele do local fica mais grossa e a insulina não consegue mais ser absorvida, diminuindo o efeito e dificultando o controle do açúcar (glicose).
Para evitar problemas como esse, podemos mudar o local de aplicação a cada uma ou duas semanas e ir alternando os lados (direito e esquerdo) do local escolhido. Por exemplo, coxa direta e esquerda, seguida de braço direito e esquerdo.
Se você não souber aplicar sozinho ou tiver dúvida, pode pedir ajuda e aprender como fazer a aplicação correta até que você tenha idade para fazer sozinho.
IMPORTANTE: não esquecer de ir
nas consultas com o médico para avaliar se a dose da insulina e os locais de
aplicação usados estão certos.
Autora: Nathalia Bönmann (Acadêmica do curso de Medicina/Furb)
Fonte: BRASIL. Ministério da
Saúde. Estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica: diabetes
mellitus. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. (Cadernos de Atenção Básica, n.
36).

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